A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de agosto

 

A decisão vai fazer os consumidores brasileiros continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, valor que será incorporado às contas de energia elétrica ao longo do mês.


Segundo a Aneel, a permanência da bandeira amarela está relacionada às condições menos favoráveis para a geração de energia durante o período seco, quando as chuvas diminuem em grande parte do país e os reservatórios das usinas hidrelétricas passam a registrar níveis mais baixos. Como a matriz elétrica brasileira depende majoritariamente da geração hidrelétrica, a redução do volume de água disponível exige maior utilização das usinas termelétricas para garantir o abastecimento de energia.


As termelétricas, movidas principalmente a gás natural, óleo combustível, diesel ou carvão mineral, possuem custo de operação significativamente mais elevado do que as hidrelétricas. Por isso, quando essas unidades precisam ser acionadas com maior frequência, o custo adicional é repassado aos consumidores por meio do sistema de bandeiras tarifárias.


Criado pela Aneel em 2015, esse sistema tem como objetivo informar à população, de forma transparente, as condições de geração de energia no país e evitar que os custos extras sejam acumulados para reajustes futuros nas tarifas. Dessa forma, o consumidor consegue acompanhar a situação do setor elétrico e pode adotar medidas para reduzir o consumo de energia em períodos de bandeiras mais caras.


Especialistas recomendam algumas ações simples para economizar energia durante a vigência da bandeira amarela, como apagar luzes em ambientes vazios, reduzir o tempo de uso do chuveiro elétrico, utilizar aparelhos de ar-condicionado em temperaturas moderadas, retirar equipamentos da tomada quando não estiverem em uso e priorizar eletrodomésticos com selo de eficiência energética.


Entenda as bandeiras tarifárias


O sistema é dividido em quatro níveis, que refletem os custos de geração de energia no país:

- Bandeira verde: não há cobrança adicional na conta de luz.

- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

- Bandeira vermelha – Patamar 1: acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.

- Bandeira vermelha – Patamar 2: acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.


A Aneel destaca que o uso consciente da energia elétrica continua sendo a principal forma de reduzir o valor da conta de luz, especialmente durante os meses de estiagem, quando a geração de energia se torna mais cara e exige maior participação das usinas termelétricas no sistema elétrico nacional. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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