Eles ingressaram no franchising durante a pandemia e hoje faturam mais de R$ 36 milhões por ano no setor de importações
A Asia
Source iniciou sua expansão em um período de risco para muitas empresas e, ao
contrário do esperado, cresceram exponencialmente fechando mais de 80 contratos
em 6 meses
Quando
a pandemia redesenhou as cadeias globais de suprimentos, o comércio exterior
manteve seu protagonismo, ainda que sob novas exigências. Em 2020, a China
respondeu por 21,9% das importações brasileiras, segundo a Confederação
Nacional da Indústria (CNI), consolidando-se como principal origem das compras
externas do país. O período também marcou a ampliação da presença chinesa em
setores de maior complexidade, como máquinas e equipamentos, produtos químicos,
materiais elétricos e bens de tecnologia, um movimento que indicava
continuidade da demanda, mesmo em um cenário de instabilidade.
Foi a
partir dessa leitura que a Asia
Source Brasil estruturou sua entrada no franchising. Fundada
em 2019 como uma gestora de projetos de importação e exportação, a empresa
iniciou sua expansão em março de 2020, quando o mercado ainda demonstrava
cautela em relação a operações com fornecedores asiáticos. “Naquele momento,
havia muito receio e pouca informação qualificada circulando. O que percebemos
é que as importações não haviam parado: elas apenas passaram a exigir um nível maior
de análise, planejamento e controle”, afirma Luis Muller, fundador da empresa.
Em
apenas seis meses após a decisão, a rede fechou mais de 80 contratos,
impulsionada por um modelo que reposiciona a importação como um projeto
financeiro estruturado. Antes de qualquer operação, a franqueadora conduz uma
etapa de consultoria que envolve diagnóstico do produto, estudo de viabilidade,
análise tributária e definição do custo real da mercadoria nacionalizada. “O
empresário precisa saber exatamente quanto aquele produto vai custar quando
chegar ao Brasil e qual margem ele pode trabalhar. Sem isso, a importação deixa
de ser oportunidade e vira risco”, explica Muller.
Na
prática, o franqueado atua como gestor comercial e consultor local, responsável
por identificar empresas com potencial importador, conduzir as negociações
iniciais e acompanhar o cliente ao longo do projeto. Toda a base técnica e
operacional é centralizada na franqueadora. “O franqueado não precisa ser um
especialista em comércio exterior. Ele entra em um ecossistema que já possui
fornecedores, simula cenários financeiros e executa a operação com método único
e exclusivo. Isso encurta a curva de aprendizado e dá segurança para crescer”,
detalha o fundador.
A
execução das importações é conduzida de forma integrada. A Asia Source mantém
equipes próprias na China e nos Estados Unidos, responsáveis pela prospecção,
auditoria, homologação e inspeção de fábricas. A gestão inclui ainda frete
internacional, acompanhamento logístico, documentação, desembaraço aduaneiro e
entrega final.
Outro
fator decisivo para a consolidação da rede foi a diversificação da carteira de
projetos. Autopeças para carros, motos e caminhões, pneus, equipamentos para
academias, máquinas industriais, maquinário pesado, produtos para o agronegócio,
ferramentas para a construção civil, casa container, banheiras e vinhos são
alguns dos itens que concentram a maior recorrência. Ao mesmo tempo, a empresa
mantém abertura para atender diferentes segmentos conforme a demanda. “A
diversificação permite que o franqueado acompanhe os movimentos naturais do
mercado e mantenha constância de faturamento ao longo do ano”, observa.
Integrante
do Grupo 300 Franchising,
maior ecossistema de franquias da América Latina, a Asia Source se posiciona
como a primeira rede de importação do mercado brasileiro. O formato de
microfranquia, com estruturas físicas enxutas e custos operacionais reduzidos,
favorece o controle financeiro das unidades e a escalabilidade do negócio. A
rede encerrou 2025 com faturamento de R$ 36 milhões, soma atualmente 152
unidades em operação no país, sendo 61 inauguradas apenas no último ano, e
projeta alcançar R$ 52 milhões em 2026.
Além
da consultoria de importação multissetorial, a empresa desenvolveu soluções
especializadas, como a SKY
Import, voltada à importação de veículos de luxo, e programas de
imersão internacional, incluindo missões empresariais à China e visitas a
grandes feiras globais.
De
acordo com Luis, a meta da Asia Source é movimentar R$ 2,2 bilhões em
negociações até 2033. “Nosso objetivo é consolidar a franquia como uma
plataforma completa de comércio exterior, capaz de apoiar o empresário desde a
decisão até a execução, sempre com clareza financeira e controle operacional”,
conclui o fundador.
Sobre
a Asia Source:
A Asia Source é o
maior ecossistema de comércio exterior do Brasil. Fundada em 2019, a franquia
atua com o objetivo de ser um ponto de convergência entre empresas nacionais e
o comércio internacional, oferecendo consultoria e gestão de importação. Com
sede na China, a rede já conta com 152 unidades, e atua com segmentos variados,
que vão de autopeças a itens para indústrias diversas.
Raio-x:
Investimento
inicial: a partir de R$49 mil
Faturamento
médio mensal: R$30 mil
Prazo
de retorno: 3 a 12 meses

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